Holofote
“1.500 eu comprava de droga”: MC Frank detalha auge do vício

A luta de MC Frank virou assunto e história de superação na conversa disponível no canal FM O Dia TV no YouTube. O cantor revelou que, durante os cinco anos em que morou em São Paulo, viveu um processo de “definhamento” constante. Frank explicou que se mudou para a capital paulista com a intenção de não atrapalhar a vida de sua família no Rio de Janeiro, mas acabou mergulhando em um ciclo perigoso: “Eu ia para São Paulo e falava: é aqui que vou terminar com a minha vida. Colocava 2.000 no bolso; 500 eu fazia compra e 1.500 eu comprava de droga”, relembrou o artista sobre a prioridade distorcida que o vício impunha.
O impacto da dependência não foi apenas financeiro ou emocional, mas também físico. Frank compartilhou que o uso contínuo de substâncias afetou severamente sua saúde bucal, levando-o a perder quase todos os dentes. “Tive a infelicidade de perder quase todos, porque isso acaba afetando também”, contou o MC, que hoje exibe um novo sorriso graças a um tratamento odontológico de reconstrução. Ele destacou que, naquele momento, já não via saída para a própria situação, acreditando que o destino final seria o encerramento trágico de sua trajetória.
A virada de chave aconteceu com a intervenção de seu pai, um policial civil, que não aceitava ver o filho cada vez mais próximo da criminalidade e do perigo das subidas de morro para sustentar o vício. O pai de Frank o resgatou e o levou para Rio das Ostras, no interior do Rio, onde o cantor encontrou um novo propósito ao trabalhar como cabo eleitoral. Esse movimento foi o início de uma transformação profunda que, somada ao apoio de pessoas que acreditaram em sua recuperação, permitiu que o ícone do funk voltasse a sorrir e a compartilhar sua história como um alerta para outros jovens.









