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Biólogo desmente crime ambiental em Praia de Macaé

Um vídeo que circula pelas redes sociais causou grande polêmica em Macaé. Nele, uma mulher denuncia uma espécie de crime ambiental praticado pela poder público que atuava na remoção das yucas e casuarinas na restinga da Praia do Pecado. A repercussão chegou até o biólogo Henrique Abrahão Charles, bastante conhecido e respeitado na área, que reagiu aos vídeos e desmentiu a narrativa criada. Ele também reforçou que a ação na verdade está salvando a restinga de plantas invasoras.
“É inacreditável. Ali tem secretário de meio ambiente, o NUPEM/UFRJ (Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade), Guarda Ambiental e ninguém foi capaz de impedir que uma escavadeira passasse por cima da restinga. Isso é um crime ambiental em curso em Macaé”, disse a mulher.
“As yucas e casuarinas são plantas invasoras que estão matando e sufocando a restinga. O trator passar por ali não quer dizer nada porque a restinga se recompõe muito rapidamente. Essas árvores exóticas causam transtornos e problemas porque matam por sombreamento e outros meios”, disse o biólogo Henrique.
O biólogo também explicou que esse é um problema comum na Região dos Lagos e que essas plantas precisam ser exterminadas já que causam sérios impactos.
“Essas árvores precisam ser retiradas dali imediatamente porque ao sufocar as restingas elas também impedem que os animais possam viver corretamente. Inclusive, elas favorecem a proliferação de pragas como os ratos”, complementou o biólogo.
Diante de toda a repercussão, a Prefeitura de Macaé chegou a emitir uma nota oficial informando que a ação faz parte do Plano de Recuperação Florestal (PRF) e está sendo realizada com planejamento, controle e responsabilidade ambiental.
“Todas as autorizações ambientais pertinentes foram apresentadas, assim como as Licenças para Porte e Uso de Motosserra (LPU) dos equipamentos utilizados. A execução segue criteriosamente as etapas previstas no PRF e conta com o acompanhamento direto de engenheiros florestais, agrônomos e profissionais da área ambiental”, disse o poder público por meio de nota.
“A intervenção não representa abandono ou degradação da área. Ao contrário, trata-se de uma etapa necessária para a recuperação ambiental planejada da restinga, com controle de espécies exóticas e recomposição futura com vegetação nativa. Nosso compromisso é conduzir este processo com transparência, responsabilidade e base técnica, para que a restinga da Praia do Pecado seja recuperada e protegida para a população e para as futuras gerações”, encerrou a Prefeitura.






