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Greve na Bacia de Campos é mantida pelo TRT; trabalhadores vão votar nova proposta na segunda

A greve dos trabalhadores de manutenção e montagem industrial na Bacia de Campos está mantida. Em audiência de conciliação realizada nesta quarta-feira (23), no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1), o desembargador Roque Lucarelli Dattoli indeferiu o pedido de suspensão da paralisação.
Com a decisão, a greve continua por tempo indeterminado enquanto trabalhadores e empresas seguem em negociação. O gestor jurídico do SINTPICC, Leonardo Lessa, afirmou que a orientação é manter a paralisação dentro dos limites previstos em lei.
“A greve está mantida e temos que mantê-la da maneira que está, respeitando os limites da lei, tratando com zelo todos os colegas e mantendo nossa mobilização, que é o mais importante”, afirmou Lessa.
Na audiência desta quarta-feira, o setor patronal manteve a proposta de 6,5% de reajuste nos pisos salariais. A principal novidade foi a apresentação de um vale-alimentação de R$ 850.
O valor foi discutido durante as negociações com a intervenção do Ministério Público do Trabalho (MPT). Segundo Lessa, a proposta de R$ 850 para o benefício foi sugerida pelo MPT como uma alternativa para tentar avançar nas tratativas entre trabalhadores e empresas.
A proposta será levada para avaliação dos trabalhadores em uma Assembleia Geral Extraordinária na segunda-feira (28). O SINTPICC informou que o edital será preparado nesta quinta-feira (24), com publicação prevista para sexta-feira (25). O horário da assembleia ainda será divulgado.
Até a votação, a greve permanece mantida.
Nova audiência está marcada para terça-feira
Uma nova audiência de conciliação está prevista para terça-feira (29), no TRT-1. A reunião deverá dar continuidade às negociações e considerar os encaminhamentos definidos na assembleia de segunda-feira.
A greve começou em 18 de setembro e, segundo o SINTPICC, chegou a cerca de 30 unidades offshore da Bacia de Campos. Também foram registradas adesões no Terminal de Cabiúnas e no Parque de Tubos, em Macaé.
A paralisação envolve trabalhadores representados pelo sindicato em Macaé, Rio das Ostras, Casimiro de Abreu, Conceição de Macabu, Quissamã e Carapebus, além de profissionais que atuam em unidades marítimas da Bacia de Campos.
A pauta apresentada pelos trabalhadores inclui 15% de reajuste nos pisos salariais, aumento de 15% no ticket-refeição, cesta básica de R$ 1 mil e cesta natalina de R$ 500.
Antes da audiência desta quarta-feira, a proposta patronal previa 6,5% de reajuste nos pisos, aumento de 10% no ticket-refeição, cesta básica de R$ 786,01 e cesta natalina de R$ 120. O percentual de 6,5% foi mantido na nova rodada de negociação.
Também estão em discussão mudanças nas condições de trabalho offshore, entre elas a adoção da escala 14 por 21, com 14 dias de trabalho embarcado e 21 dias de folga.
A pauta inclui ainda a retirada da coparticipação do plano de saúde, a manutenção da cesta básica por seis meses durante afastamentos e alterações nas regras relacionadas aos chamados dias de dobra.
Nos pisos de algumas funções discutidas para inclusão na Convenção Coletiva de Trabalho, há diferenças entre os valores defendidos pelo sindicato e os apresentados pelas empresas. Para Auxiliar Administrativo, o SINTPICC reivindica R$ 2.400, enquanto a proposta patronal é de R$ 1.997,42. Para Supervisor, os valores são de R$ 6.709 e R$ 5.424,38, respectivamente.
A nova proposta será avaliada pelos trabalhadores na segunda-feira. O resultado da assembleia deverá definir os próximos passos da greve, enquanto as negociações continuam no TRT-1.






