FM O Dia Macaé

AO VIVO

Contatos

Av Rui Barbosa, 749 – 3º andar – Centro Macaé/RJ
Cep: 27.910-360

22 2772-4510

22 9 9958-5500

contato@fmodiamacae.com.br

FM O Dia Macaé

Holofote

Cantor Bernini é contra a famosa “Passadinha” no Pagode: “Não valoriza o artista”

|


No melhor estilo “papo reto”, o cantor Bernini abriu o jogo sobre uma prática muito comum no mundo do samba e do pagode: a famosa “passadinha” (Quando o artista se apresenta com uma banda da casa ou de terceiros, em vez de levar a sua própria equipe).

Em um relato sincero sobre os bastidores da música durante entrevista na FM O Dia, ele analisou os dois lados da moeda — o do empresário e o do artista — e explicou por que hoje acredita que essa economia pode custar caro para a imagem de quem está no palco.


Bernini admite que, quando estava do lado de quem paga as contas e organiza o evento, a “passadinha” era um excelente negócio por conta do baixo custo. Porém, a visão mudou completamente quando ele assumiu o microfone como protagonista.

“Eu como contratante, eu amava a passadinha. Porque a passadinha é mais barata. Mas eu na condição de artista hoje, não. Não valoriza o artista”, disparou o cantor.

Para ele, a única exceção aceitável é quando os dois artistas estão no mesmo patamar de carreira e resolvem trocar datas (de passadinha) ou participações por parceria, sem comprometer a entrega.

“Sem a minha rapaziada eu não sou ninguém”

Para ele, o som que o público ouve não é mérito apenas de quem canta, mas de todo um ecossistema que funciona em sintonia.

“Fazer uma passadinha você não tá levando o seu som, do seu jeito. O artista não é o artista sozinho. Sem a minha rapaziada eu não sou ninguém. A gente já se entende de estar junto. Na passadinha você não consegue fazer isso”, explicou.

O risco da falta de sintonia no palco

Além da questão da identidade musical, Bernini pontuou um problema técnico e humano: a vontade dos músicos que já estão na casa. Ao chegar para uma “passadinha”, o cantor fica à mercê de profissionais que nem sempre estão na mesma “vibe” que ele.

“Na passadinha o músico da banda não é obrigado a fazer o que você quer. E de repente você pega um músico que não curte o seu trabalho, não curte o seu som, e aí não é maneiro. Você não vai mostrar o seu trabalho legal”, concluiu.


Bernini é um artista que tem propriedade pra falar sobre esse assunto, pois já esteve dos dois lados. Inclusive, durante a entrevista, ele falou sobre os bastidores da produção de evento. TOCA AQUI PRA ASSISTIR.

Leave a comment

Your email address will not be published. Required fields are marked *




00:00
00:00