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Último gesto de salva-vidas pode ajudar pacientes que esperam por transplantes em Campos

A história de um homem que dedicou parte da vida a salvar pessoas ganhou um novo capítulo após sua morte. Os filhos de um salva-vidas de 54 anos autorizaram a doação de órgãos do pai, permitindo a captação do fígado e das córneas no Hospital Ferreira Machado (HFM), em Campos dos Goytacazes. O procedimento foi realizado no sábado (10) e marcou a nona captação feita pela unidade em 2026.
Morador de São Francisco de Itabapoana, no Norte Fluminense, o homem sofreu uma queda e teve traumatismo cranioencefálico grave. A equipe hospitalar responsável pela doação conversou com os familiares sobre a possibilidade de destinar órgãos e tecidos a pacientes que aguardam por transplantes.
A decisão foi tomada pelos filhos após a conversa com a Equipe Hospitalar de Doação de Órgãos para Transplantes (e-DOT). A trajetória do pai como salva-vidas ajudou a dar um significado particular à escolha. De acordo com a médica Patrícia Rangel, responsável pela equipe, os familiares consideraram que a doação poderia permitir que ele continuasse ajudando outras pessoas.
A captação também integra o balanço anual do hospital. Até terça-feira (13), o HFM havia contabilizado 31 notificações de possíveis doadores em 2026. Desse total, houve nove autorizações familiares e nove captações realizadas.
Ao longo do ano, mais de 34 órgãos e tecidos foram captados pela unidade. O levantamento inclui 14 rins, cinco pares de córneas e sete fígados, além de ossos, tendões e três corações. Os materiais podem contribuir para o tratamento de pacientes que dependem de transplantes.
O procedimento anterior havia sido realizado em 30 de agosto. Naquele dia, a família de uma mulher de 59 anos, moradora de Travessão, autorizou a doação após a confirmação de morte encefálica. A paciente havia sofrido um acidente vascular encefálico (AVE). Com o consentimento dos irmãos, foram captados o fígado e os dois rins.
A doação após a morte depende da autorização da família. No caso mais recente, a decisão dos filhos possibilitou a retirada de órgãos e tecidos que poderão ser destinados a pessoas que aguardam na fila por um transplante.






