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Academia Macaense de Letras homenageia contadores de histórias que transformam a vida de leitores em Macaé

A paixão pelas palavras ganhou um reconhecimento marcante no interior do estado. A Academia Macaense de Letras (AML) oficializou uma homenagem aos seus integrantes que mantêm viva a tradição da contação de histórias em Macaé. De acordo com o secretário da instituição, Marcelo Araújo, 13 dos 40 acadêmicos da casa, cerca de 30% do quadro de imortais, dedicam suas rotinas a essa arte antiga, levando livros, afeto e aprendizado para todas as idades.
A atuação dessas escritoras e educadoras vai muito além do papel e ganha a rotina da cidade em escolas públicas e particulares, praças, saraus, reuniões comunitárias e até leitos de hospitais. O objetivo principal do grupo é usar a força das narrativas para fortalecer os laços familiares, aliviar o cotidiano e despertar o amor pela leitura desde os primeiros anos da infância.
A presidente da AML, Mariúcha Corrêa, lembra que sua relação com os livros começou cedo, inspirada pela obra de Cecília Meireles e pelas histórias cantadas que ouvia de seus avós, Ilza e Sebastião. Hoje, ela utiliza melodias e instrumentos para encantar os pequenos ouvintes e criar pontes entre a criança e a literatura.
Cada acadêmica traz uma bagagem única para os encontros com o público em Macaé. A psicopedagoga Gi Germano (Tia Gi) comemora 25 anos do projeto “Catecontando Histórias” e usa a leitura como remédio em atendimentos de biblioterapia. A professora Ana Paula Mattos, com bagagem de quase três décadas no projeto Leia Brasil, leva seus livros infantis para o chão da sala de aula, enquanto Kátia Teixeira espalha acolhimento por praças e hospitais com o projeto “Uma Pausa, um Respiro Literário”.
A diversidade do projeto em Macaé se completa com temas urgentes do dia a dia. A especialista Zaira Gonçalves usa os relatos para falar sobre inclusão e respeito ao meio ambiente. A jornalista Andréa Pessanha apresenta mitos e lendas da cultura afro-brasileira e indígena com o projeto “Deixa Eu Contar”, e a escritora Nathália Andraus compara a magia das palavras a um “pó de pirlimpimpim” capaz de emocionar plateias em qualquer idade.
A lista de homenageados pela AML reúne também os acadêmicos Alessandra Bastos, Conceição de Maria, Flávia Vasconcelos, Ed Andrade, Gabriela Oliveira e Adalberto Junior. Para a academia, incentivar a contação de histórias todos os dias é a forma mais bonita de construir memórias e transformar o futuro de Macaé através da leitura.






