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Macaé entra no debate sobre investimentos bilionários em energia eólica no mar

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Integrantes da Comissão Empresarial da Firjan estiveram reunidos em Macaé nesta semana para discutir oportunidades de investimento em energia eólica offshore no Estado do Rio de Janeiro. O encontro foi realizado na Firjan SENAI Macaé e contou com a participação também de Sérgio Coelho, superintendente de Portos, Indústria Naval e Economia do Mar da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado do Rio de Janeiro e diretor da Coalizão Eólica Marinha (CEM Brasil).

Durante o evento, Sérgio Coelho fez uma explanação sobre as etapas necessárias para à implantação e à regulamentação da indústria eólica offshore. Ele destacou também as oportunidades para o desenvolvimento de uma nova cadeia produtiva no país. Em seu entendimento, Sérgio apontou que o Brasil reúne as condições necessárias para desenvolver um dos maiores mercados de energia eólica em alto-mar do mundo, com o Estado do Rio tendo grande protagonismo.

O Brasil conta com hoje 59 projetos de energia eólica offshore em fase de licenciamento pelo Ibama, com um potencial de geração em águas rasas, com até 50 metros de profundidade, estimado em aproximadamente 700 GW. Toda essa produção pode movimentar cerca de R$ 900 bilhões na economia brasileira, o que também possibilitaria a criação de diversas oportunidades nos mais variados segmentos da indústria.

Nesse contexto, o Estado do Rio de Janeiro conta com sete projetos protocolados no Ibama, que juntos, somam 15 GW de potência instalada. O estado conta com vantagens competitivas sobre os demais por reunir excelentes recursos eólicos. Além disso, soma-se aos diferencias a infraestrutura portuária, a batimetria favorável, a proximidade do segundo maior centro de carga do país e a experiência de aproximadamente 50 anos em atividades offshore.

Além das vantagens acima citadas, o Estado do Rio de Janeiro conta ainda com universidades e centros de pesquisa de excelência, além de 636 quilômetros de litoral e aproximadamente 255 mil quilômetros quadrados de plataforma continental. O fato da infraestrutura já existir, especialmente nos setores de petróleo e gás, indústria naval e logística também tem um peso importante, sobretudo na atração de novos investimentos.

“O Porto do Açu está próximo a uma das áreas de maior recurso eólico do Estado do Rio, e este é mais um fator de competitividade, porque barateia tanto a operação quanto a manutenção e a instalação. Além disso, o estado conta com diversos polos de pesquisa, desenvolvimento, tecnologia e conhecimento para apoiar essa iniciativa”, destacou Sérgio.

Sérgio também destacou que o Brasil já avançou em discussões sobre o tema e também na construção do ambiente regulatório para o setor. “O país já estudou, debateu, legislou e regulamentou. O país já decidiu desenvolver a eólica offshore. Falta permitir que os estudos comecem. As decisões tomadas agora influenciarão quanto do investimento futuro será capturado pela indústria brasileira”, pontuou.

Responsável por conduzir a reunião, o coordenador da Comissão Empresarial da Firjan em Macaé, João Carlos, destacou a importância de preparar o ambiente industrial para essa nova frente de negócios, lembrando que a geração eólica onshore já está estabelecida no país. “O aprendizado e a estrutura estabelecida no mercado de petróleo devem ser aproveitados para impulsionar a energia eólica offshore”, afirmou.

Todo esse movimento reforça que a energia eólica offshore pode abrir um novo ciclo de investimentos, atingindo também a geração de empregos e desenvolvimento tecnológico para o Norte Fluminense. Empresários da região acompanham atentamente o desenvolvimento desse mercado, que representa uma oportunidade de diversificação dos negócios e de ampliação da participação das empresas locais em novas cadeias produtivas.

“A experiência acumulada pela indústria regional em atividades offshore, aliada à infraestrutura logística e portuária disponível, nos coloca em uma posição estratégica. Precisamos preparar nossas empresas para atender às novas demandas e participar desde o início dessa cadeia de fornecimento”, destaca João Carlos.

A reunião também apresentou a atuação da Coalizão Eólica Marinha (CEM Brasil), maior associação brasileira exclusivamente dedicada ao desenvolvimento da energia eólica offshore. A entidade funciona como uma plataforma de articulação e estímulo ao desenvolvimento do setor no país, reunindo atores interessados na construção de um ambiente favorável aos investimentos e ao fortalecimento da indústria nacional.




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