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Erosão costeira e ressaca intensificam discussões sobre o futuro do bairro Fronteira em Macaé

A forte ressaca que atingiu o litoral de Macaé recolocou em evidência a situação da erosão costeira no bairro Fronteira. A força do mar avançou sobre a faixa de areia e atingiu imóveis da região, a grande maioria deles já formalmente interditada pela Defesa Civil devido ao risco contínuo provocado pelo avanço das ondas ao longo dos anos.
Para tratar do cenário e prestar esclarecimentos à população, a Prefeitura de Macaé promoveu uma reunião com moradores e lideranças comunitárias na última sexta-feira (28). O objetivo do encontro foi apresentar as frentes de atuação do poder público, detalhar as medidas permanentes de monitoramento, alinhar o andamento do suporte habitacional e discutir os próximos passos para garantir a segurança das famílias que ainda permanecem em áreas vulneráveis.
Dados técnicos da Secretaria de Defesa Civil apontam a gravidade histórica da área. Um estudo realizado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a pedido do município em 2024, registrou um recuo de aproximadamente 30 metros da faixa litorânea na localidade, indicando a necessidade de desocupação das moradias do trecho afetado para a preservação de vidas.
Para amenizar o impacto social da remoção e garantir alternativa segura aos moradores, a prefeitura mantém programas de assistência ativa. Atualmente, 270 famílias recebem o Aluguel Emergencial e cerca de 30 são amparadas por Auxílio Emergencial por meio da Secretaria Executiva de Habitação. O município também gerencia o Programa de Compra Assistida, voltado à realocação definitiva.
O secretário de Defesa Civil, Joseferson Florêncio, ressaltou o papel preventivo do órgão diante dos episódios de ressaca:
“É fundamental que essa área esteja desocupada para que possamos avançar para as próximas etapas. A Defesa Civil atua com a prerrogativa de salvar vidas, de tirar as pessoas de áreas de risco, tanto antes de acontecer um fenômeno de ressaca quanto durante.”
A secretária de Habitação, Ana Lúcia Ribeiro da Conceição, reforçou o compromisso com o suporte às famílias:
“Estamos aqui para assegurar que nosso objetivo é zelar pela segurança das famílias e garantir que elas possam estar em um local habitável e seguro.”
A reunião também contou com a manifestação de lideranças locais sobre a importância do entendimento mútuo. O vice-presidente da Associação de Moradores da Fronteira, José Rodrigo Vicente Paes, pontuou:
“Nós, liderança do bairro, Prefeitura e moradores, temos que andar juntos. Se não chegarmos a um consenso, o trabalho não vai avançar. Precisamos construir um entendimento entre todas as partes.”
Secretários municipais de pastas como Infraestrutura, Desenvolvimento Social e Serviços Públicos também participaram do encontro, ao lado de parlamentares e representantes locais, para assegurar a continuidade do diálogo e do suporte na região costeira.






