Se liga na FM O Dia
Escola de Lagomar em Macaé vai receber programa que une arte, tecnologia e robótica

Macaé vai receber no próximo dia 25 de agosto o evento de abertura da terceira edição do Engenhoka, programa cultural e educativo do Instituto Burburinho Cultural. O encontro será realizado na Escola Municipal Paulo Freire no Lagomar. As aulas estão previstas para começar no dia 1º de setembro e vão proporcionar aos estudantes oficinais gratuitas de arte e robótica.
Essa será a segunda vez que o projeto irá desembarcar em Macaé. O Engenhoka integra arte, ciência, tecnologia e cultura maker dentre de escolas públicas, proporcionando aos alunos uma oportunidade única de desenvolver uma série de habilidades como criatividade, raciocínio lógico, pensamento crítico, trabalho em equipe, dentre outros. O público alvo são estudantes com idade a partir dos 10 anos.
De acordo com os organizadores, as oficinas vão explorar linguagens como arte cinética, escultura e modelagem, criação de personagens e robôs, videoarte, experimentos com materiais eletrônicos e instalações artísticas. Um dos objetivos é desenvolver não somente as habilidades técnicas como também a capacidade de criação, solução de problemas e trabalho em equipe.
Um dos destaques do programa é Daniel Valandro Reis, de 11 anos. Campeão da segunda edição no Rio de Janeiro, ele afirma que o projeto foi importante para lhe ensinar mais sobre organização, trabalho em equipe e a compreensão sobre a relação entre tecnologia e sustentabilidade.
“O nosso objetivo é sempre incentivar o aluno a ser protagonista e multiplicador. O Engenhoka chega para tornar a escola ainda mais atrativa e os alunos estão muito animados, com a criatividade a todo vapor”, contou a diretora da E.M Paulo Freire, Simone Viana de Carvalho.
Como legado, o projeto deixará nas escolas ao final das atividades o estúdio maker, que irá incluir equipamentos e mobiliário, permitindo que a estrutura possa continuar a ser utilizada pelos alunos mesmo após o encerramento. Além disso, está prevista a produção de 4 mil exemplares de um livro sobre cultura, educação, ciência e tecnologia. O material terá recursos de acessibilidade: 10% da tiragem será produzida em braile, além de versões com Libras e audiodescrição.
Para Joelma Veiga, produtora executiva do Instituto Burburinho Cultural, a proposta vai além do ensino de tecnologia. “Estar no Engenhoka é reafirmar diariamente que a cultura é uma ponte de oportunidades. Nosso papel é construir caminhos para que esses alunos se reconheçam como potência. A cultura desperta talentos e mostra para essas crianças e jovens que eles podem ocupar qualquer espaço que desejarem”.
Além de Macaé e Rio de Janeiro, o projeto Engenhoka também será realizado em mais quatro cidades brasileiras como Curitiba, Salvador, São Paulo e São Bernardo do Campo. Ao todo, serão implantados sete estúdios maker em escolas públicas, com previsão de atendimento a 420 estudantes.
O Engenhoka é viabilizado através da Lei de Incentivo à Cultura, a iniciativa conta com patrocínio da Otis, Trident Energy, SLB, Wilson Sons, Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), ExxonMobil, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura e é realizado pelo Instituto Burburinho Cultural e Ministério da Cultura.
Sobre o Instituto Burburinho Cultural, ele é sediado no Rio de Janeiro e nasceu em 2006 como produtora. Em 2023, passou a atuar como instituto, tendo a cultura como principal ferramenta de transformação social e integrando a educação, arte e inovação. Ao longo de quase duas décadas, desenvolveu projetos nas áreas de letramento digital, protagonismo juvenil, empoderamento de meninas negras, robótica educacional e diversidade, por meio de leis de incentivo fiscal e parcerias com patrocinadores privados.
Crédito das imagens: Mídias Pura






